sábado, 19 de fevereiro de 2011

Apendicite é caso de urgência, alerta cirurgião

Segundo o médico Alexandre Malta, apendicite pode levar à morte


Dor abdominal mal localizada, normalmente próxima ao umbigo, que migra, após algumas horas, para a região inferior direita do abdômen, requer atenção especial e diagnóstico médico

Neide Brandão


Dor abdominal mal localizada, normalmente próxima ao umbigo, que migra, após algumas horas, para a região inferior direita do abdômen. Nesse local, a dor torna-se bem mais definida e intensa. Este é um dos sintomas da apendicite, doença que requer atenção imediata nos hospitais de urgência e emergência, como o Hospital Geral do Estado (HGE), e que, embora raro, a doença pode levar à morte.

A apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão com o formato parecido com o dedo indicador, de aproximadamente 10 cm, localizado abaixo e no lado direito do intestino grosso. Afeta uma em cada 500 pessoas no mundo todo anualmente.

Segundo o médico Alexandre Malta, cirurgião geral do HGE, uma pessoa pode morrer de apendicite se o órgão supurar (estourar) e a infecção atingir o abdômen e a corrente sanguínea. “Normalmente, o apêndice inflama por causa de uma infecção ou de uma obstrução do próprio apêndice. O órgão tem comunicação com o intestino grosso, por isso, pode ficar vulnerável a ação de bactérias intestinais que podem cair na cavidade abdominal em caso de perfuração do apêndice”, explicou.

De acordo com o cirurgião, o paciente com inflamação no apêndice apresenta, além da dor na região abdominal, falta de apetite, febre baixa, náuseas, distensão abdominal, mudança no padrão intestinal, incapacidade de eliminar gases e, em metade dos casos, vômitos. No entanto, o quadro clínico descrito ocorre em aproximadamente 40% dos casos. Nos casos restantes, os sintomas podem ter variações que confundem e retardam o diagnóstico.

“Os sintomas descritos ocorrem numa situação típica, a mais habitual. É frequente que as manifestações da doença sejam bem diversas e que o diagnóstico possa se tornar difícil. Cabe sempre fazer diagnóstico diferencial, entre outros problemas, com cálculo urinário, outras doenças do intestino, cistos ovarianos e infecção pélvica na mulher”, orientou o médico.

O diagnóstico de apendicite é feito principalmente pelo médico, através dos sinais e sintomas, e com um cuidadoso exame clínico e por exames complementares como o hemograma, raios-x simples de abdômen, ultrassonografia, tomografia e exame comum de urina. O exame de urina, quando normal, exclui doença do sistema urinário como passagem de cálculos ou infecção.

“Não há nenhum modo de se prevenir a apendicite e o tratamento é a cirurgia. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, a inflamação pode provocar ruptura do apêndice, com risco de peritonite, que é a infecção decorrente da entrada de fezes e material contaminado na cavidade abdominal; o que costuma ser bastante grave se não tratado a tempo, pela possibilidade da infecção se espalhar para outros órgãos e mesmo pela circulação. Por isso, quem apresenta dor abdominal contínua não deve deixar de procurar um serviço médico de urgência ou emergência”, orientou.

O médico orienta também que a pessoa que apresentar sintomas de apendicite a não tomar laxantes para aliviar a constipação intestinal, pois estes remédios aumentam a chance do apêndice estourar. Além disso, remédios para aliviar a dor também devem ser evitados.

“O essencial é procurar orientação médica, ser avaliado por um cirurgião geral, porque estes medicamentos podem mascarar os sintomas e tornar o diagnóstico difícil. Tem gente que confunde os sintomas completamente e toma remédio para infecção urinária, por exemplo, o que pode levar a doença a se agravar e entrar em uma rota perigosa”, advertiu.

A cirurgia para a retirada do órgão, a apendicectomia, deve ser feita assim que o problema é detectado. O tempo corre contra o paciente que sofre com inflamação do apêndice. Para se ter uma ideia, desde o início da dor até o apêndice perfurar podem se passar 24h e as chances de haver complicações são de 35%. Depois de 32 horas, os riscos sobem para 60%. "Por isso, é importante procurar imediatamente uma unidade hospitalar de urgência e emergência e ser avaliado por um cirurgião geral quando se tem uma dor abdominal forte", alerta Alexandre Malta.

A recomendação do cirurgião para operar reflete o perigo de uma apendicite supurada, pois ela pode ser ameaçadora à vida. A apendicectomia não complicada é um procedimento relativamente de pouco risco, quando o apêndice é retirado entre 24 e 48 horas após o início da dor e sem perfuração no órgão.

A apendicite é a principal causa de cirurgia abdominal em crianças. Quatro em cada mil crianças precisam ter seus apêndices removidos antes dos 14 anos de idade. O risco de apendicite aumenta com a idade, e o pico de incidência fica entre os 15 e 30 anos, mas pode ocorrer nos limites etários (crianças e idosos).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Paraná confirma 582 casos de dengue; Londrina tem cenário mais grave


Foto ilustração:aracruz.es.gov.br

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Novo balanço divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná revela que o estado já registrou 582 casos de dengue. O último levantamento apontava 390 pessoas infectadas pela doença.

A cidade de Londrina, que já decretou estado de emergência em razão da dengue, registra a maioria dos casos – 275 no total. Um dos pacientes chegou a apresentar a forma mais grave da doença: a febre hemorrágica.

Ao todo, 165 municípios paranaenses têm notificações de dengue. Foram confirmados casos em pelo menos 32 deles. Há ainda suspeita de mortes em Londrina, mas nenhuma foi confirmada pela secretaria até o momento.


Edição: Lílian Beraldo

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Kit Emagrecimento Total Bodygenics


Benefícios - Kit Emagrecimento Total:
Tona Max:

* Otimiza o metabolismo de gorduras
* Rico em vitamina E e ácido linoléico
* Ação antioxidante
* Garantia de pureza e autenticidade
* Altamente concentrado: 1000mg por cápsula

Fat Attack Bodygenics:

* Fórmula concentrada
* Sinergia máxima de ingredientes
* Metabolic EFX
* Fat Blocker System
* Ephedra FREE
* Ingredientes ativos selecionados

Bodygenics Fiber Control:

* Fibra da mais alta qualidade
* Dissolve completamente
* Não altera o sabor e a textura de alimentos e bebidas

Informações - Kit Emagrecimento Total:
- Tona Max, Fat Attack e Fiber Control são os produtos que compõem o Kit Emagrecimento Total. Juntos, os três favorecem a redução da gordura corporal com segurança e eficácia.

- Tona Max é composto por um ácido graxo, uma "gordura boa", mas que não é produzida pelo organismo. "Gorduras boas" são fonte de energia, além de estarem presentes em outras funções necessárias para o bom funcionamento do nosso organismo.

- Fat Attack contém uma fórmula avançada com ingredientes cientificamente comprovados. A otimização do metabolismo precisa ser um dos objetivos principais em seu programa de emagrecimento, pois quanto mais otimizada for sua taxa metabólica, mais rapidamente você verá os resultados.

- Fiber Control é um produto composto por uma fibra muito especial chamada Frutooligossacarídeo (FOS). O FOS é conhecido por ajudar na digestão, auxiliar a regularização do intestino e promover uma sensação de saciedade estomacal por mais tempo.

Entenda Melhor o Mecanismo de Ação:
O Kit Emagrecimento Total Bodygenics foi elaborado com Fat Attack + Tona Max + Fiber Control, produtos que agem em sinergia e com efeitos que se complementam para favorecer a oxidação lipídica, metabolismo de gordura e um bom funcionamento do organismo, promovendo excelente composição e ajudando na redução da gordura corporal. O Kit Emagrecimento Total Bodygenics é destinado a pessoas que buscam o máximo em resultados de forma rápida e segura.

Para queimar as gorduras localizadas e obter uma ótima definição muscular, você precisa trabalhar seu metabolismo e controlar sua ingestão de alimentos. Um metabolismo mais acelerado ajuda você a conseguir a boa forma que deseja e, ao controlar o que você come, fica mais fácil para o seu corpo eliminar as gorduras indesejadas, já que novas gorduras não continuarão acumulando mais e mais.

Tona Max:
Tona Max é resultado das mais recentes pesquisas científicas. Foi especialmente desenvolvido com importantes combustíveis metabólicos. Sua ação favorece a oxidação lipídica promovendo uma melhor composição corporal. Tona Max ajuda você a obter os melhores resultados.

Tona Max possui em sua fórmula um derivado natural de um ácido graxo poliinsaturado encontrado em concentrações relativamente baixas em carnes e leites, em que estudos sugerem ter muitas propriedades benéficas para a saúde. Recentemente, a procura desse nutracêutico aumentou devido a evidências científicas de que tem um efeito positivo na metabolização de lipídios e proteínas, melhorando a composição corporal.

A suplementação com Tona Max, especialmente aliada à prática de atividades físicas e dietas com balanço calórico negativo, cria um ambiente propício para a redução das reservas lipídicas e o emagrecimento através da mobilização da gordura corporal, visando a sua utilização como fonte de energia. Esse mecanismo de ação fornece o suporte necessário para uma perda de peso mais rápida e um ganho maior na definição muscular, além de promover um maior aporte energético, que é indispensável para a prática de atividades físicas.

Fat Attack Bodygenics:
Fat Attack é um produto avançado para ajudar as pessoas que não têm tempo a perder. Sua fórmula inovadora vem sendo muito usada pelas pessoas que buscam melhoras significativas na composição corporal e mantendo uma ótima sáude. Fat Attack é um dos produtos mais promissores dos últimos tempos e isso justifica seu crescente sucesso. Agora você pode contar com este forte aliado na sua busca por um corpo bonito e saudável.

Bodygenics Fiber Control:
Bodygenics Fiber Control é composto de Frutooligossacarídeo (FOS), uma fibra alimentar solúvel que dissolve completamente e não altera o sabor e a textura dos alimentos. Uma medida fornece 3g de Frutooligossacarídeo (FOS). Pode ser adicionada a preparações líquidas (como água, sucos, etc.), pastosas (como purês, cremes, iogurtes, etc.) e sólidas (como cereais, vegetais, massas, frutas, etc.). Uma embalagem de Bodygenics Fiber Control rende aproximadamente 36 medidas, sendo uma alternativa extremamente econômica para você.

As fibras são grandes aliadas das pessoas que buscam emagrecer e ter também mais saúde. Para saber exatamente como elas agem clique aqui

Mas é importante ressaltar que existem diferenças entre as diversas fibras disponíveis e o tipo de fibra faz toda a diferença na capacidade dela trazer benefícios para você.

Bodygenics - Maximum Results:
Os produtos Bodygenics são fabricados de acordo com os mais rígidos controles de qualidade internacionais, para que você possa obter o máximo em resultados. Os produtos Bodygenics são produzidos com ingredientes selecionados, assegurando um alto grau de pureza e eficácia.

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Médico diz que Amazonas tem dez casos de dengue 4

Fonte:http://www.d24am.com


O virologista alerta para a possibilidade de uma grande epidemia da doença no País, a partir do carnaval, quando há grande fluxo turístico nas capitais brasileiras.
Manaus - O virologista do Instituto Evandro Chagas, Pedro Fernando Costa Vasconcelos, 53, disse, em entrevista ao jornal Diário do Pará, que há “uns dez casos confirmados em Manaus” de dengue tipo 4. Até a semana passada, as autoridades da área de saúde do Amazonas só haviam confirmado um caso, na zona leste da cidade.

Vasconcelos é pesquisador do Instituto Evandro Chagas há quase 30 anos, é médico virologista, doutor em epidemiologia clínica e pós-doutor em virologia molecular, integrante do comitê da Organização Mundial de Saúde (OMS) que analisa a criação de novas vacinas em todo o mundo e coordenador do Laboratório de Virologia do IEC.

O Instituto Evandro Chagas analisa material de dengue de grande parte do Brasil, principalmente, segundo Pedro Vasconcelos, dos Estados onde não se faz isolamento viral, nem provas moleculares, dando prioridade às áreas onde há suspeita de circulação da dengue 4 e que possa ser nova área com transmissão desse vírus.

“Hoje, temos já confirmados em Roraima, primeiro local, desde final de junho de 2010, mais de 40 casos. No Amazonas, uns dez casos confirmados em Manaus, e agora aqui no Pará, não podemos dizer exatamente o número de casos, mas já há um confirmado de Santarém Novo e outro suspeito de Abaetetuba”, disse o virologista.

O virologista alerta para a possibilidade de uma grande epidemia da doença no País, a partir do carnaval, quando há grande fluxo turístico nas capitais brasileiras. Apesar do perigo iminente, o pesquisador esclarece que o tipo 4 da dengue não é mais grave que os outros e também estima que até 2016 a vacina para dengue deverá ser distribuída em todo o mundo.

Ao ser questionado sobre se há uma explicação para a incidência na Região Norte, ele disse: “O que se sabe é que a região representa mais de 50% do território nacional e há grande parte de fronteira, desde o Amapá até Rondônia, em uma área quase desabitada. A passagem de pessoas quase não tem controle de um país para o outro. Se sabe que tem dengue 4 nas Guianas, na Venezuela, Colômbia, Equador e Peru. Roraima sempre foi uma área de maior risco porque lá há uma estrada que liga Boa Vista a Caracas. Esta área tem um trânsito constante de carros entre os dois países”.

Sobre o tratamento, ele considera que deve ser “exatamente, tudo igual”. “A única diferença é a suscetibilidade das pessoas do Brasil a esse sorotipo. Como este vírus não circulava no Brasil desde 1982, quando teve a primeira vez em Boa Vista (RR), a possibilidade de voltar a doença indica que pode ocorrer epidemia com grande número de casos. As pessoas não têm proteção, anticorpos contra esse vírus. Diferente dos outros sorotipos, em que já houve sucessivas epidemias, temos diferenças, anticorpos que protegem contra reinfecções pelo mesmo vírus. Quem já teve dengue 3, por exemplo, poderá se infectar, mas por outro vírus da dengue”.

Vasconcelos chama a atenção apara a responsabilidade de todos no combate à dengue. Diz que existem dois tipos de criadouros, um classificado de doméstico e outro fora do domicílio. Ele critica a falta de fiscalização, principalmente em relação aos pneus e diz que, com 25 anos de campanha no Brasil, não acredita que alguém ainda possa dizer que não sabe como proceder para impedir a proliferação do mosquito.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Nordeste é região com maior risco de passar por epidemia de dengue

♥♥Cris Bel♥♥/PICASA

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Região Nordeste deve ficar em alerta contra a dengue neste verão. Dos 16 estados com risco muito alto de enfrentar epidemia da doença, nove são da região – Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

O novo levantamento de risco de dengue no Brasil foi divulgado hoje (11) pelo Ministério da Saúde. O número de estados nessa situação aumentou de dez para 16, em relação aos dados divulgados em setembro passado, quando o governo lançou a campanha nacional de combate à doença em 2011.

A Região Norte ocupa o segundo lugar, com quatro estados (Acre, Amazonas, Pará e Tocantins). As duas capitais com risco de surto estão no Norte, Rio Branco e Porto Velho. No Sudeste, os estados prioritários são o Espírito Santo e o Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, aparece Mato Grosso.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pretende se reunir na próxima semana com os secretários de Saúde dos 16 estados para intensificar os planos de combate à dengue. Em janeiro e fevereiro, ele percorrerá as regiões para verificar como estão as ações de combate à doença. Padilha iniciou a caravana na semana passada, pelo Rio de Janeiro.

Padilha coordenou reunião do comitê formado por 12 ministérios para o combate à doença, convocado pela presidenta Dilma Rousseff. No encontro, que ocorreu hoje (11), foram definidas ações para cada pasta.

Edição: Lana Cristina

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dieta do Dr. Atkins

Foto:liviadiet.blogspot.com


Retenção das gorduras

Como é: libera totalmente o consumo de gorduras e proteínas. Recomenda refeições ricas em carne vermelha, ovos, maionese, creme de leite e manteiga. Restringe a ingestão de carboidratos (arroz, batata e derivados de grãos, como pão, macarrão, etc.) e proíbe ingredientes à base de açúcar. É pobre em vitaminas, minerais e fibras alimentares.

Quando surgiu: foi proposta pela primeira vez nos anos 70 pelo cardiologista americano Robert Atkins. Publicada em livro pela Editora Record (edição esgotada), voltou a fazer sucesso quase 30 anos depois.

O que promete: perda de 5 quilos em 15 dias. O baixo consumo de carboidratos diminuiria a produção de insulina e ajudaria a queimar mais gordura. Muitos médicos duvidam da eficiência de tal mecanismo de ação.

Exemplo de refeição: cheeseburguer com omelete e um prato de salada.

Avaliação: reduz o apetite e garante rápida perda de peso. Mas a alimentação gordurosa aumenta o colesterol no sangue e o excesso de proteínas sobrecarrega os rins. \o regime provoca mau hálito, náuseas e dor de cabeça.

Para saber mais: www.atkinscenter.com (em inglês)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Registro de genéricos cresce cinco vezes em oito anos


Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Desde 2003, o mercado brasileiro de medicamentos genéricos manteve uma média de cerca de 300 novos registros por ano – passando de 3.591 para os atuais 16.691 –, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

No final da década de 90, a aprovação da Lei 9.787/99 permitiu que fossem criadas condições para a implantação dos genéricos, mas somente a partir do ano 2000 é que a concessão dos primeiros registros de remédios e a consequente produção foram iniciadas no país.

Segundo a Anvisa, o genérico contém o mesmo princípio ativo do medicamento de referência, na mesma dose e na mesma forma farmacêutica, sendo administrado pela mesma via e com indicação terapêutica idêntica.

Como não há marca, a embalagem dos genéricos apresenta apenas o nome do princípio ativo do medicamento. O preço é menor porque os fabricantes não precisam fazer investimentos em pesquisas para o seu desenvolvimento – as formulações já foram anteriormente definidas pelos medicamentos de referência.

Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que obriga as farmácias a fixar, em local visível aos consumidores, uma lista com todos os genéricos registrados no país. Os estabelecimentos que descumprirem a regra ficarão sujeitos a multa e, em caso de reincidência, a suspensão do alvará de funcionamento. A autora do texto é a deputada Vanessa Grazziotin (PcdoB-AM).

Edição: Talita Cavalcante

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Famílias com mais renda consomem mais gorduras e menos carboidratos

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - As famílias com rendimentos mais elevados tendem a consumir mais gorduras e menos carboidratos. A contribuição mínima de 55% de carboidratos para as calorias totais, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), não é cumprida para aquelas que ganham a partir de 15 salários mínimos, cerca de R$ 7,6 mil. Além disso, cerca de 30% dos carboidratos da dieta nessa classe de renda correspondem a açúcares livres, que são açúcar de mesa, rapadura, mel e açúcares adicionados e alimentos processados.

A constatação é do suplemento Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009. O levantamento divulgado hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) avalia a qualidade nutricional dos produtos disponíveis para alimentação no domicílio, em termos de participação no consumo de calorias, carboidratos, proteínas e gorduras.

No caso das gorduras, o limite máximo de 30% das calorias totais é ultrapassado a partir da classe com rendimento mensal superior a seis salários mínimos (cerca de R$ 3 mil).

O estudo também aponta que o teor de proteínas na dieta tende a aumentar com os rendimentos, mas permanece dentro do parâmetro entre 10% e 15%, recomendado pela OMS em todas as classes. A proporção de calorias proteicas de origem animal, que têm maior valor biológico, tende também a aumentar com a renda, mas não foge à recomendação de representar pelo menos 50% de todas as proteínas.

O documento do IBGE também traz uma lista com os produtos cuja participação no consumo aumenta na mesma proporção em que sobem os rendimentos. Entre eles estão o leite e seus derivados; as frutas, as verduras e os legumes; a gordura animal; as bebidas alcoólicas e as refeições prontas.

Por outro lado, os alimentos que são menos consumidos na medida em que os rendimentos sobem são os feijões e outras leguminosas; cereais e derivados, principalmente o arroz; além de raízes e tubérculos, especialmente a farinha de mandioca.

O levantamento também aponta que há redução no consumo do açúcar de mesa e aumento no de refrigerantes conforme a renda aumenta; além de elevação no consumo da carne bovina e de embutidos na medida em que se ganha mais; e redução ou estabilidade para os outros tipos de carne.

A empregada doméstica Maria do Socorro Silva diz que não é sempre que pode comprar carne bovina. Ela conta que só leva o produto para casa quando o marido consegue trabalho.

"Ele é auxiliar de obra e nem sempre está trabalhando. Quando fica sem receber, a gente vai comendo frango, ovo, macarrão. Mas quando entra um pouco a mais, passo logo no mercadinho e compro uma peça de chã, que é a minha preferida", afirmou.

Ainda de acordo com o estudo, o brasileiro está comendo cada vez mais fora de casa. Entre os anos de 2003 e 2009, a disponibilidade diária per capita média de alimentos para consumo no domicílio caiu de 1.791 calorias para 1.610 e os gastos com alimentação na rua subiram de 24,1% do total das despesas com alimentação para 31,1% nesse mesmo período.

Edição: Lílian Beraldo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mortes por diabetes crescem 10% em onze anos


Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O diabetes está matando mais no Brasil. De 1996 a 2007, as mortes causadas pela doença cresceram 10%. Com esse aumento, os óbitos passaram de 30 para 33 por grupo de 100 mil habitantes no período, como constatou o Saúde Brasil 2009, estudo anual do Ministério da Saúde.

Os números vão no caminho contrário de outras doenças crônicas não transmissíveis, que apresentam tendência de queda. O estudo do ministério apontou redução de 17% nas mortes causadas por doenças crônicas, que fez mais de 705 mil vítimas somente em 2007. A queda foi de 569 para 475 óbitos por 100 mil pessoas.

A maior redução foi identificada nos problemas respiratórios, como enfisema e asma, 33%. As mortes por doenças cardiovasculares apresentaram queda de 26%. Para o governo federal, o crescimento das mortes por diabetes tipo 2, a mais comum, está relacionado ao sobrepeso na maior parte da população. Dados de vigilância em saúde do ministério, divulgados este ano, revelaram que quase metade dos brasileiros está acima do peso. A incidência da obesidade na população subiu de 11,4%, em 2006, para 13,9%, em 2008.

A publicação Saúde Brasil identificou grande prevalência das mortes por diabetes na Região Nordeste. Em Alagoas, por exemplo, a média foi de 56 mortes por 100 mil habitantes no ano de 2007, contra proporção de 26 por 100 mil, no estado de São Paulo.

Em 2007, as doenças crônicas responderam por 67,3% das mortes, sendo 29,4% as cardiovasculares e 15,1%, os cânceres. Em quarto lugar, está o diabetes com 4,6%.


Edição: Lílian Beraldo

sábado, 11 de dezembro de 2010

Teste do pezinho passa a identificar 21 doenças no Distrito Federal


Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de hoje (9), o teste do pezinho – feito em recém-nascidos até cinco dias após o parto – será ampliado na rede pública do Distrito Federal (DF). O exame, que antes permitia o diagnóstico de apenas três doenças (hipotiroidismo congênito, fenilcetonuria e doença falciforme), passará a identificar um total de 21.

Fazem parte do grupo doenças como a fibrose cística, a hiperplasia adrenal e a toxoplasmose congênita. A ampliação está prevista em uma lei distrital aprovada em 2008 e permite diagnosticar doenças que não apresentam sintomas logo após o nascimento, mas que podem ter consequências graves.

Outra novidade é que a coleta de sangue do bebê para o exame passará a ser feita na própria maternidade e não mais nos centros de saúde. Atualmente, apenas 20% dos testes de pezinho são feitos em maternidades.

Por ano, são realizados em média 40 mil exames na rede pública do DF. O resultado demora de três a cinco dias para ficar pronto e, caso sejam detectados problemas, um assistente social procura a mãe para encaminhar o bebê ao tratamento adequado.

Em Mato Grosso do Sul, cinco doenças são diagnosticadas pelo teste do pezinho. No Rio Grande do Sul, apenas duas enfermidades podem ser identificadas.

Edição: Juliana Andrade

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ministério da Saúde vai disponibilizar testes mais rápidos para detectar a sífilis


Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – A partir de 2011, o Brasil vai adotar o teste que permitirá o diagnóstico da sífilis em cerca de 15 minutos. O método foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (BioManguinhos) e a empresa Chembio Diagnostic, dos Estados Unidos. O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde, firmou hoje (29) acordo com a empresa norte-americana para a transferência da tecnologia no período de cinco anos.

Os exames têm como alvo o diagnóstico precoce da doença em grávidas. Cerca de 48 mil gestantes no Brasil são infectadas pela sífilis, quatro vezes mais do que a prevalência do vírus HIV, conforme cálculos do Ministério da Saúde. Estima-se 12 mil casos de sífilis congênita por ano, passada da mãe para o feto.

Os novos testes serão oferecidos em kits para o Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde calcula a necessidade imediata de 1 milhão de testes. Atualmente, a rede pública dispõe dos métodos tradicionais. De acordo com a Fiocruz, a nova tecnologia é 50 vezes mais sensível na do que o método atual, e não exige treinamento complexo dos profissionais.

Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis pode causar problemas de cegueira, paralisia, cerebral e cardíacos. É transmitida pela relação sexual sem preservativo, transfusão de sangue contaminado ou durante a gestação ou o parto. Os primeiros sintomas são feridas nos órgãos sexuais, que não doem, nem ardem ou coçam. As feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, dando falsa impressão de cura. Sem o tratamento, podem surgir manchas nas mãos e pés e queda de cabelos. A pessoa pode ficar sem sintomas da contaminação de três a 12 anos.

Edição: Aécio Amado

Governo proibe vacina do laboratório Bio-Vet contra raiva animal


Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo federal decidiu proibir o uso da vacina fabricada pelo laboratório Bio-Vet na campanha contra raiva animal. De acordo com uma nota técnica dos ministérios da Saúde e da Agricultura, testes revelaram resultados insatisfatórios sobre os efeitos a serem provocados pela vacina. A vacinação nacional contra raiva estava suspensa desde outubro, após o registro de mortes e reações adversas em animais vacinados, como hemorragia e dificuldade de locomoção.

Os ministérios determinaram que as secretarias de Saúde incinerem parte das vacinas. Outras unidades serão recolhidas pelo laboratório.

A campanha de vacinação deverá ser retomada somente em 2011, sem data definida. O Ministério da Saúde receberá três milhões de doses da empresa para ações esporádicas.

Conforme dados dos ministérios, 637 cães e gatos apresentaram efeitos adversos depois de terem sido vacinados, sendo 41,6% considerados graves. O Ministério da Agricultura reiterou que as vacinas foram testadas pelos laboratórios oficiais antes de serem usadas na campanha, quando não foram detectadas falhas. A vacina do Bio-Vet passou a ser usada na edição deste ano da campanha.

A raiva é uma doença viral que pode ser transmitida ao homem por mordida, lambida ou arranhão de um animal infectado, principalmente cães, gatos, saguis e morcegos. A taxa de letalidade entre humanos é próxima de 100%.

Edição: Rivadavia Severo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta população para excesso de sal nos alimentos

Foto:Bruna

Da Agência Brasil

Brasília - A hipertensão conhecida popularmente como “pressão alta”, atinge cerca de 30 milhões de brasileiros, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Segundo a entidade, o excesso de sal na alimentação é uma das causas do problema. O conselheiro da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Décio Mion afirma que o brasileiro tem consumido mais que o dobro da quantidade de sal recomendada diariamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O brasileiro consome diariamente uma média de 12 gramas (g) de sal nas refeições, quando o recomendado são apenas 5 gramas. É um alerta importante a esse excesso de consumo. O sal está relacionado ao desenvolvimento da hipertensão, e as pessoas com a doença podem ter complicações e aqueles que têm histórico na família se tornam mais vulneráveis”, ressalta.

O médico enfatiza que o sal é usado como conservante em boa parte dos alimentos consumidos diariamente e que por isso é necessário verificar o teor de sal no rótulo de cada um desses produtos. De acordo com a SBC, um pacote de 100g de pão de queijo tem 773 miligramas (mg) de sódio, uma porção de 100g de macarrão instantâneo, 1,516 mg, e um pacote de batata chips industrializada (100g), 607 mg.

O hipertenso deve ainda evitar alimentos ricos em gordura animal, comidas muito calóricas e bebidas alcoólicas. A SBC recomenda que ele dê preferência a alimentos frescos, verduras, pescados, aves, cereais, frutas, legumes e fibras, além de praticar exercícios físicos.

A instituição recomenda ainda que a população procure aferir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano, com exceção dos que têm histórico de hipertensão na família ou sedentarismo.

No intuito de alertar a população sobre o teor de sal nos alimentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apresentará hoje (18) um estudo com 20 categorias de alimentos. Foram avaliados não só o teor de sódio, mas também a variação da quantidade de gordura saturada e açúcares entre uma marca e outra. A ideia é chamar a atenção do consumidor a essas variações e que tipo de implicações podem trazer à saúde.

Edição: Talita Cavalcante

Anvisa apresenta estudo sobre quantidade de sódio em alimentos

Foto:Mariana

Da Agência Brasil

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresenta hoje (18) estudo que mostra a quantidade de sódio, gordura saturada, gordura trans e açúcares em mais de 20 categorias de alimentos industrializados. Será às 16h na sede da Anvisa, no Setor de Indústria e Abastecimento, em Brasília.

Os dados revelam que a quantidade desses nutrientes varia significativamente de acordo com a marca. Em alguns casos, um alimento pode conter 14 vezes mais sódio do que o mesmo produto de outra marca.

A entrevista coletiva sobre o estudo será concedida pela diretora da agência, Maria Cecília Brito, e pela gerente de Alimentos, Denise Resende, no auditório da Anvisa.

Edição: Graça Adjuto

sábado, 13 de novembro de 2010

O diabetes é uma epidemia Cuidados e prevenção




O diabetes é uma epidemia que já afeta mais de 200 milhões de pessoas no mundo. Até 2025, a previsão é de que esse número chegue a 380 milhões. A doença apresenta altos índices de novos casos e mortalidade, além de ter significante custo social e financeiro para a sociedade e os sistemas de saúde.

O diabetes mellitus é uma doença de causa múltipla, que ocorre quando o organismo deixa de produzir insulina ou quando a substância deixa de atuar de forma eficaz. Como consequência, há o aumento da taxa de glicose no sangue (hiperglicemia). A insulina, produzida pelo pâncreas, é essencial para que o corpo funcione bem e utilize a glicose (açúcar) como principal fonte de energia. Manter uma alimentação saudável, peso em níveis normais e praticar atividade física regularmente são hábitos que ajudam a prevenir a doença.

Tipos mais frequentes de diabetes

Tipo1 - diabetes mellitus insulinodependente

Geralmente ocorre em crianças, jovens e adultos jovens, que utilizam insulina injetável para o seu controle.

Tipo 2 - diabetes mellitus não insulinodependente

É o tipo mais frequente de diabetes, aparece geralmente após os 40 anos de idade.

Diabetes gestacional - Surge na gravidez, sobretudo em mulheres que têm mais de 30 anos;

• que parentes próximos com diabetes;

• que já tiveram filhos pesando mais de 4 Kg ao nascer;

• que já tiveram abortos ou filhos natimortos;

• que são obesas ou aumentaram muito de peso durante a gestação.

Principais sintomas

Diabetes tipo 1 e tipo 2 descontrolado: fome excessiva

Diabetes tipo 1 e tipo 2 descontrolado: perda de peso

Diabetes tipo 2: ganho de peso, grande volume de urina, urina doce, desânimo, fraqueza, cansaço físico

Estes sintomas são os mais frequentes e não aparecem isolados. No diabetes tipo 1, surgem de maneira rápida e, no diabetes tipo 2, eles podem estar ausentes ou aparecem de forma lenta e gradual junto a outros sintomas, como:

• sede excessiva

• lesões de difícil cicatrização (principalmente nas pernas ou nos pés)

• infecções frequentes (pele, urina e dos órgãos genitais)

• alterações visuais

Fatores de risco

O diabetes pode comprometer a saúde sem que surjam sintomas. Pessoas com histórico familiar ou propensas a desenvolver a doença devem ficar atentas e fazer exames regularmente. São fatores de risco:

• Ter parentes (pais, irmãos, tios etc.) com diabetes;

• Excesso de peso (especialmente do tipo abdominal);

• Vida sedentária (não faz atividade física);

• Ter mais de 40 anos e fazer tratamento para pressão alta, ter colesterol e triglicerídeos elevados, usar medicamentos diabetogênicos (corticóides, anticoncepcionais etc.), ter dado à luz filhos com mais de 4 kg ou sofrido abortos e/ou natimortos.

Fonte:
Ministério da Saúde


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Gordas têm menos chances de encontro sexual que gordos


As mulheres com sobrepeso têm 30% menos chances de conseguir um parceiro sexual em relação às magras. Já os homens gordos estão no mesmo patamar dos magros.

É o que revela um estudo francês feito no ano passado e publicado recentemente no British Medical Journal. Foram consultadas 10 mil pessoas.

Para Kaye Wellings, a responsável pelo estudo, a diferença de comportamento mostra que as mulheres são mais tolerantes ou menos exigentes do que os homens quanto ao físico do parceiro.

Além disso, disse, as mulheres obesas tendem a se retrair mais do que os homens gordos por causa do padrão de beleza feminina imposto pela mídia, do tipo da Paris Hilton.

O retraimento se verifica inclusive nas adolescentes gordinhas, que procuram menos os médicos para se aconselhar sobre contraceptivos, constatou o estudo.

Fonte:http://e-paulopes.blogspot.com

Anvisa vai mudar regra para compra de antibióticos com o aumento de infecções com a bactéria KPC



Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse hoje (19) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está concluindo uma regulamentação para evitar a venda de antibióticos sem receita médica.

As mudanças serão feitas para coibir o uso indiscriminado de antibióticos, que leva as bactérias a ficar mais resistentes ao medicamento, fazendo com que o corpo humano não reaja tão bem no caso de infecções mais graves. Para Temporão, esse pode ter sido o motivo para o surgimento da superbactéria KPC, cujo número de casos no Distrito Federal chega a 135.

Além disso, o ministro acredita que tenha havido falhas no processo de controle de infecção hospitalar. “Infelizmente, no Brasil, ainda temos uso indiscriminado de antibióticos. A Anvisa está concluindo uma nova regulamentação com a indicação de acesso a antibióticos nas farmácias que só poderá ser dado por meio de receita médica. A má prescrição é que leva a situações como essa. Claro que temos que avaliar também aspectos internos da dinâmica dos hospitais que podem ter levado a falhas do processo de controle de infecção hospitalar”, disse.

Em junho, a Anvisa abriu consulta pública sobre as mudanças nas regras para a venda de antibióticos para aumentar a fiscalização sobre esses produtos. Hoje, o paciente precisa apenas de uma receita simples para comprar a medicação, mas muitas farmácias ignoram essa exigência e vendem o produto sem prescrição médica.

Até ontem (18), o número de casos de contaminação pela bactéria Klebsiella Penumoniae Carbapenemase (KPC), no Distrito Federal, havia subido de 108 para 135.

Edição: Lana Cristina

sábado, 16 de outubro de 2010

Lavar as mãos reduz em 98% as contaminações por bactérias, garante especialista


No Dia Mundial de Lavar as Mãos, Dr. Bactéria afirma que todos devem ter o hábito de lavar as mãos entre oito e 25 vezes ao dia

Josenildo Törres

Pesquisas realizadas por organismos de saúde evidenciam que grande parte da população não cultiva o hábito de lavar as mãos depois de ir ao banheiro e antes das refeições, por exemplo. No entanto, no Dia Mundial de Lavar as Mãos, que foi instituído neste 15 de outubro, o biomédico Roberto Figueiredo, o “Dr. Bactéria”, ressalta que o simples hábito reduz em 98% as contaminações por bactérias.

De acordo com ele, além de evitar doenças, lavar as mãos reduz em até 85% o índice de infecções dentro dos serviços de saúde. “O próprio Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância] afirma que cerca de 1 milhão de crianças entre 0 e 5 anos morrem por ano vítimas de doenças provocadas em decorrência da ausência da lavagem das mãos”, informou.

Por isso, o especialista afirma que “todos deveriam cultivar o hábito de lavar as mãos entre oito e 25 vezes ao dia”. No entanto, ele recomenda que a higienização das mãos deva ser feita com “água e sabão, deixando o álcool em gel para momentos de extrema necessidade, quando não se tenha água potável em disponibilidade”.

Gripe A – Segundo o especialista, um dos exemplos de higienização das mãos e que pode reduzir a incidência de doenças é a prevenção da gripe A. Isso porque o vírus H1N1 se prolifera por meio do contato pessoa a pessoa e as mãos representam um foco de disseminação da doença.
“Não devemos ficar neuróticos, mas permanecer vigilantes com o hábito de lavar as mãos de forma frequente é importante. Uma prática que deve acompanhar todos nós, diariamente, principalmente os profissionais de saúde”, orientou.

Em 1846, Ignaz Semmelweis, médico húnguro, reportou a redução no número de mortes maternas por infecção puerperal após a implantação da prática de higienização das mãos em um hospital em Viena. Desde então, esse procedimento tem sido recomendado como medida primária no controle da disseminação de agentes infecciosos.

A legislação brasileira, por meio da Portaria n. 2.616 de 12 de maio de 1998 e da RDC n. 50 de 21 de fevereiro de 2002, estabelece, respectivamente, ações mínimas a serem desenvolvidas com vistas à redução da incidência das infecções relacionadas à assistência à saúde.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses instrumentos normativos reforçam o papel da higienização das mãos como ação mais importante na prevenção e controle das infecções em serviços de saúde. Entretanto, apesar das diversas evidências científicas e das disposições legais, nota-se que grande parte dos profissionais de saúde ainda não segue a recomendações de Ignaz Semmelweis em suas práticas diárias.

Horário de verão exige readaptação de hábitos de alimentação, dizem especialistas

Foto:www.beijonaomeliga2010.blogspot.com

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Começa à meia-noite deste domingo o horário de verão, quando os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil terão que adiantar os relógios em uma hora.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, acordar uma hora mais cedo vai exigir uma certa adaptação do corpo humano. Por isso, o médico Jacob Faintuch, do Hospital das Clínicas de São Paulo, recomenda que o ideal é que as pessoas tentem manter uma boa qualidade do sono, evitando “situações estimulantes no final da tarde ou no início da noite”.

O médico também recomenda que as pessoas evitem consumir café ou chá preto, alimentar-se demais no jantar, dormir sem comer e praticar exercícios físicos muito extenuantes. “O ideal é praticar atividade física uma vez ao dia, no mínimo duas horas depois de acordar, e evitar a prática durante a noite”, disse o médico, por meio de nota.

Segundo o médico, o desequilíbrio no organismo ocorre nos cinco primeiros dias da mudança no relógio.

O horário de verão foi instituído para reduzir o consumo de energia elétrica no horário de pico, ao final da tarde.

A Eletropaulo, empresa responsável pela distribuição de energia em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, prevê um benefício extra com o horário de verão. De acordo com a empresa, o consumo de energia será reduzido em 6%. Segundo Fernando Mirancos, diretor de operações da empresa, a redução também deve ocorrer dentro de casa. “Para o consumidor residencial, é possível economizar utilizando menos tempo a iluminação artificial. Com essa medida, pode ocorrer uma redução de até 5% no consumo mensal de energia”.

Edição: Rivadavia Severo

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Plano de saúde deve instalar home care na residência de paciente

Foto ilustração


A desembargadora Nelma Torres Padilha, integrante da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), em decisão publicada na edição desta terça-feira do Diário de Justiça Eletrônico (DJE), negou o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao Agravo de Instrumento impetrado por Bradesco Saúde S/A contra decisão de 1º grau que determinou a instalação do equipamento home care (tratamento domiciliar) sob pena de multa. O plano de saúde Bradesco Saúde S/A afirmou que a decisão da 12ª Vara Cível da Capital poderia causar lesão grave ou de difícil reparação, uma vez que a decisão poderá vir a ensejar multa diária em caso de descumprimento e acarretar diminuição de seu patrimônio.

De acordo com os autos, o paciente, Jayme Wilson Guimarães Silva, é um idoso de 89 anos, totalmente incapaz, apresentando estado precário de saúde, com diabetes meleitus, demência (vascular + Alzheimer) e possui aneurisma da aorta abdominal, encontrando-se internado no Hospital do Açúcar em face de ter se submetido à cirurgia do fêmur direito (decorrente de uma queda), necessitando de tratamento com antibiocoterapia por mais ou menos três meses, além de uso de sedativos e antipsicóticos.

Para a desembargadora Nelma Torres Padilha, relatora do processo, o que deve prevalecer, nestes casos, é o direito à vida. A relatora destaca ainda que a própria equipe médica recomendou a internação domiciliar, uma vez que seria melhor para a saúde do paciente, fato este que não pode ser desconsiderado.

Vale ressaltar que os procedimentos de saúde não devem sofrer limitações quando há paciente em tratamento de grave enfermidade, como é o caso dos autos, ressaltou Nelma Padilha.

Sobre a multa diária de mil reais em caso de descumprimento, entendeu cabível a desembargadora-relatora, para estimular o plano de saúde a cumprir pontualmente a obrigação determinada pelo comando judicial, e, em especial, garantir a efetividade do bem jurídico tutelado, no caso, o fornecimento de tratamento médico domiciliar a pessoa idosa sem condições financeiras para arcar com o seu custo.



Matéria referente ao Agravo de Instrumento nº 2010.005464-0

Fonte:http://www.jurisway.org.br
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